Um novo target para você!

O mundo corporativo sometimes me espanta. Sério. Fico worried. Não consigo entender a reason de tantas palavras estrangeiras quando we have sinônimos altamente utilizáveis em português. Não estou pedindo para ninguém falar “centro de compras” em vez de shopping center. No. Apenas questiono alguns exageros que tangenciam a cafonice.

Não perguntamos o que o outro acha, pedimos o seu feedback. Dizemos que é necessário fazer uso do empowerment empresarial, quando temos a palavra empoderamento (nesse caso, aliás, acho até saudável utilizar o sinônimo em inglês, já que o vocábulo em questão foi totalmente desgastado nos últimos anos. Tudo é empoderamento. Já percebeu?). Mas, voltando ao que interessa: por que precisamos achar o core da organização se temos a palavra centro? Ora, o que menos estamos é linguisticamente centrados.

Outro dia, um amigo meu, em uma conversa ao celular, disse:
-Cíntia, tenho que deligar. Estou recebendo uma call e ainda tenho que realizar um follow up bem complicado.

​Senti-me péssima. Parecia que a nossa ligação telefônica havia atrapalhado algo muito importante do dia dele. Pensei comigo: eu nunca recebo uma call, tampouco realizo follow up. Ele deve ser muito importante mesmo. Um verdadeiro workaholic. Trabalha full time.

​Se o seu chefe disser para você que lhe falta background, a chance de você ficar chateado aumenta vertiginosamente. Mas background é mais considerável do que experiência, leitor? Não. Contudo, nós, jecas, fazemos uso exagerado daquilo que já representa, genuinamente, uma inevitabilidade, o estrangeirismo.

​Bem, chega de brainstorming, que eu já estou ficando boring com essa conversation toda. Como preciso dar startup nesta coluna, vou terminar o meu text por aqui. Não vamos começar a falar rato no lugar de mouse. Never! Mas, oh, God! Pense about as palavras que você usa na sua no seu dia a dia e stop de usar tantos termos em inglês. Que esse seja um novo target para você!

Cíntia Chagas,
Beijos!

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Texto de Cíntia Chagas

Formada em Letras pela UFMG, a professora Cíntia Chagas criou, em 2008, após lecionar em dez cursinhos de Belo Horizonte e decepcionar-se com a metodologia cansativa e ineficiente das instituições de ensino, o próprio curso pré-vestibular, que se tornou referência nacional em aprovações de pré-vestibulandos de Medicina.

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